Assine o Feed desse Blog(...) 2 Me fiz de amor: raiz de dor. Me fiz Luz: raiz de cruz. Me fiz de pó: raiz de só. Me fiz de mim: raiz de fim. Agora esqueço de que me fiz, que alto é o preço de ser feliz. (Do livro Lavoura azul) ___ Para adquirir o livro entrar contato com email: deusanachagas@gmail.com.
É necessário o pecado para que haja perdão e um deus que seja rezado por quem se diga cristão. O pecado é que nos faz suportar melhor a vida; só ele mesmo é capaz da boa ação proibida.
Carnaval e futebol, futebol e carnaval, mais nada, além desse rol de esplendor nacional. Eis tudo o que nos consola, que nos alegra e inebria, que tanto é o poder da bola como o poder da folia.
Como pela mão de um Bilac a quem coube, longe do bulício das ruas, o milagre da mais alta poesia a vir rolando após para as congeminadas mãos molhadas com o sangue de Cristo, o que ocorreu com o genial Jorge de Lima, e à semelhança de um Xavier de Maistre a viajar pelo mundo em volta do se
De Deus não se sabe nada e é melhor mesmo que não. Deus não é coisa ensinada por qualquer religião. A fé é que cria Deus, não é Deus que cria a fé, e a crer nos mistérios seus, Deus não existe, Deus é. É... para quem nele creia, não é para o que é ateu,
Aniversariar é ainda um modo de ser e estar, de mostrar que a vida é linda e está posta em seu lugar. Mas há quem goste, ao contrário, de fazer anos sozinho, tendo o seu aniversário como um evento mesquinho. Mas enfim, queira ou não queira, cada qual tem o seu dia, que é marco da vida
Fala-se mal da cigarra, fala-se bem da formiga, pois que uma canta e farra e outra em labor se fatiga. Diz-se que uma só gasta, e a outra guarda o que tem, e em sua riqueza vasta não quer ajudar ninguém.
Textos inéditos mostram quanto Manuel Bandeira podia ser severo – e irônico – na análise da produção literária dos anos 30, ao mesmo tempo em que apontava os novos caminhos para o modernismo